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Intercâmbio em qualquer idade: conheça a Ruth

Intercâmbio em qualquer idade: conheça a Ruth

Você nunca será velho demais para viajar e explorar novos países. A Ruth, de 81 anos, é da cidade de Lugano localizada na parte italiana da Suíça e se deu de presente de aniversário de 80 anos uma viagem de intercâmbio para o Havaí. Por três meses ela estudou inglês, explorou novos lugares e experimentou todos os tipos de aventuras havaianas.

Nós conversamos com a Ruth, hoje com 81 anos, sobre o Havaí e o porquê da decisão de fazer um intercâmbio na terceira idade do outro lado do oceano, ao invés de embarcar em um cruzeiro para 3ª idade no mediterrâneo: o que a maioria de nós pensa em ser uma viagem “normal” para essa faixa etária.

Isabel: Por que você decidiu fazer um intercâmbio no exterior?

Ruth: Eu já assisti um monte de filmes sobre Havaí e sou fascinada pela ilha já faz um bom tempo. Por isso decidi que estava na hora de explorá-lo. Além disso, eu queria melhorar o meu Inglês, mesmo já falando muito bem o idioma.

I: Como seus amigos e familiares reagiram com sua decisão?

R: Minha família estava muito animada! A viagem foi o meu presente de aniversário e toda minha família e meus amigos me apoiaram e me encorajaram. Fazer um intercâmbio na terceira idade tem que ser natural, porque é. Veja meu exemplo!

I: Você teve alguma preocupação com a viagem?

R: Não, não havia preocupações. Eu não estava preocupada com nada!

I: Como foi viver com uma família havaiana?

R: Eu vivia com um casal de idosos e eles foram muito agradáveis e atenciosos. Era uma casa grande e eu não era a única convidada deles – a filha do casal e cinco outros alunos estrangeiros viviam na mesma casa. A mãe da família, com seus 70 anos, me perguntou um dia se eu era católica: eu disse que sim e várias vezes fomos à igreja juntas aos domingos. Para me sentir mais em casa, comecei a assar o meu próprio pão, comprei manteiga, queijo, nutella e manteiga de amendoim para preparar o café da manhã – minha família não se importava, é claro né… (risos).

I: Como foi, depois de todos esses anos, voltar para a escola e fazer lição de casa?

R: Eu estava estudando Inglês em Lugano já havia algum tempo, então eu estava acostumada a rotina de ir à escola, não foi difícil de me adaptar. O fato de eu ter estudado idiomas por anos fez com que eu me tornasse muito boa em falar e compreender o Inglês.

I: Qual sua lembrança favorita?

R: O mar e o sol ! Eu realmente sinto falta deles na Suíça. Eu também gostei muito dos restaurantes: um restaurante chinês onde os clientes podiam assistir ao macarrão sendo feito desde o começo. Foi muito interessante, e o preço, melhor ainda, uma tigela de sopa de macarrão custam apenas USD 3,50.

Ruth e seus amigos no Havaí.

Ruth e seus amigos no Havaí.


I: Qual foi seu maior desafio durante a viagem?

R: Os deslocamentos foram desgastantes: meu filho me levou até Milão, onde eu peguei um voo para Londres, depois para Los Angeles e, de lá, para o Havaí. Em todas as troca de voo, eu tinha que desempacotar meu laptop e passar pela segurança. O voo de volta foi por Los Angeles, depois para Nova York e aí sim para Milão. Eu acho que a ida e volta levaram mais ou menos umas 22 horas cada.

I: O que você mais gostou sobre o Havaí?

R: Eu amei o cenário: A ilha era muito verde e havia flores em todos os lugares. As praias de Waikiki eram muito limpas, provavelmente, porque o tabagismo não era permitido na praia. Uma experiência especial foi visitar a delegacia original do Hawaii Five-0 seriado original de TV. Muitas vezes eu assisti ao show e fiquei espantada que em ver arranha-céus com mais de 25 andares no Hawaii da década de 60. Na delegacia, tirei fotos e falei com um policial e ele conhecia alguns dos membros do elenco original. O hotel da série ainda parecia exatamente o mesmo. Fiz passeios diferentes: Eu fui a Pearl Harbor. Eu também achei uma loja de tecidos que tinha quilômetros de tecido! Eu comprei tecido por cerca de USD 50 e fiz blusas, camisas de todos os tipos.

I: Agora que você está de volta, você ainda a usa o inglês no seu dia a dia?

R: Eu não o uso tanto assim, mas quando encontro pessoas que só falam Inglês, eu posso conversar facilmente. Eu também falo francês, italiano e alemão e costumo assistir filmes em inglês sem legendas. Eu gostaria de ler livros em inglês, mas eu não tenho tempo: tenho muitos outros hobbies.

I: Como foi estar com estudantes de todo o mundo?

R: A maioria deles eram muito mais jovens do que eu, acho que por conta do destino que escolhi, mas eu conheci um monte de gente bacana. Eu ainda estou em contato com uma pessoa de Solothurn, uma cidade na parte alemã da Suíça e outra de Estíria, na Áustria.

I: O que mais te surpreendeu?

R: Fiquei muito surpresa que a Páscoa não foi comemorada tanto como eu estava acostumada a comemorar em casa. Eu levei chocolate da Suíça comigo para que eu pudesse entregá-lo na escola. A equipe da EF ficou super animada com o chocolate, mas ninguém celebrou a Páscoa, como fazemos todos os anos na Suíça.

I: Ouvi dizer que você está planejando outro intercâmbio para o Havaí. Quando você pretende partir?

R: Sim, eu gostaria de ir para o Havaí mais uma vez – por um mês, desta vez. A viagem depende de minha saúde, é claro. Eu penso que em novembro seria uma possibilidade, eu inclusive já disse ao seu colega de trabalho que gostaria de ter um quarto individual.

 

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