América Latina

Média no EF EPI: 50,33 Population: 590.954.319 PIB per capita: $38,857.14

CRESCIMENTO SEM PROGRESSO

A América Latina é a única região do mundo que experimentou um declínio nas habilidades médias de inglês para adultos desde 2017.

Essa constatação reflete o acréscimo da Bolívia, Honduras e Nicarágua ao índice, todos com pontuações abaixo da média regional. Porém, os principais impulsionadores desse declínio são o México e o Brasil, os dois países mais populosos da região, que registraram quedas nos níveis de proficiência em inglês. Nas últimas décadas, a América Latina fez enormes progressos para assegurar que todas as crianças tivessem acesso à educação. No entanto, a região ainda sofre com altos níveis de desigualdade econômica, democracias frágeis e níveis inaceitáveis de violência, todos esses prejudicando o desenvolvimento de uma mão de obra qualificada.

UM SISTEMA QUEBRADO

Embora as crianças em algumas áreas rurais ainda não tenham acesso à educação, o principal desafio das escolas da América Latina é a falta de resultados educacionais. Os resultados dos testes da UNESCO indicam que 50% dos alunos do terceiro ano da região não alcançaram um nível básico de competência em matemática e 30% não alcançaram competência básica em alfabetização. Os últimos resultados do PISA verificaram um padrão semelhante entre os estudantes do ensino médio. Esse déficit de habilidades reflete problemas mais amplos nos sistemas educacionais, que também afetam o ensino da língua inglesa. Escolas superlotadas, baixos salários dos professores e a formação inadequada desses professores são fatores que contribuem para isso.

27° entre 88 países ou regiões Argentina

Proficiência: Alta
Pontuação EF EPI: 57,58

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46° entre 88 países ou regiões Chile

Proficiência: Baixa
Pontuação EF EPI: 52,01

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36° entre 88 países ou regiões Costa Rica

Proficiência: Moderada
Pontuação EF EPI: 55,01

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REFORMAS EXIGEM TEMPO

A Costa Rica foi o país da região que mais melhorou sua proficiência em inglês desde o ano passado. Devido às grandes reformas na formação de professores e na qualificação inicial, mais de 95% dos professores da Costa Rica têm agora um diploma de nível superior, e existe uma competição saudável pelos empregos disponíveis. Ainda assim, as avaliações de professores administradas em 2015 mostraram que 40% dos professores de inglês não tinham dominado o conteúdo do currículo que eles deveriam ensinar. A Colômbia, o Equador e o Peru também lançaram programas de reciclagem de professores de inglês nos últimos cinco anos.

ENFRENTANDO A DESIGUALDADE

A América Latina está no meio de uma crise de habilidades no trabalho. Apenas cerca de 10% dos trabalhadores da região recebem treinamento em um determinado ano, em comparação com cerca de metade dos trabalhadores da Europa. Isso é em parte devido às altas taxas de emprego no setor informal, onde pequenas empresas familiares dominam o cenário. No Peru, 70% da força de trabalho estava empregada no setor informal em 2013 e, na região como um todo, metade de todos os trabalhadores trabalha informalmente, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho. Quando adultos não têm acesso a treinamentos profissionais ou oportunidades de crescimento de carreira, a produtividade e a proficiência em inglês não podem se desenvolver, a possibilidade de progresso diminui, e as desigualdades existentes são reforçadas.

A desigualdade é talvez o maior desafio enfrentado pela América Latina. Embora tanto a desigualdade de renda quanto a de salários tenham diminuído após o ano 2000 na região, de acordo com os últimos dados do Banco Mundial (2016), oito dos 20 países mais desiguais do mundo estão na América Latina. A desigualdade é um problema multifacetado, mas sistemas de educação mais fortes, incluindo um ensino mais sólido do inglês, são parte da solução. O inglês fornece acesso a habilidades e redes globais que podem ajudar a impulsionar a mobilidade social.

INICIATIVAS

A maioria dos programas para melhorar a proficiência em inglês na América Latina se concentra em financiar cursos para professores ou o intercâmbio de estudantes para a América do Norte. Essa ênfase em cursos está bem colocada, dado o número insuficiente de professores na região que são proficientes em inglês. Outras iniciativas inovadoras também estão em andamento, incluindo um programa que usa a tecnologia para oferecer aulas de inglês de alta qualidade ministradas por professores de outros países. Essa iniciativa tem um potencial significativo, pois oferece uma alternativa mais expansível aos caros programas de intercâmbio de professores estrangeiros.

Iniciativas de aprendizagem

Perfis das iniciativas de aprendizagem do idioma Inglês em 20 países

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DIFERENÇA ENTRE HOMENS E MULHERES

Homens e mulheres latino-americanos têm uma pontuação significativamente abaixo da média global. Em edições anteriores, constatamos que a América Latina era a única região sem uma diferença entre homens e mulheres na proficiência em inglês. Isso não é mais verdade. As mulheres da região melhoraram ligeiramente, enquanto os homens pioraram, deixando uma diferença comparável à diferença verificada na Ásia.

DIFERENÇA ENTRE GERAÇÕES

Todas as faixas etárias da América Latina apresentam médias abaixo da média global, com adultos com mais de 30 anos mostrando a mais ampla deficiência de habilidades em comparação a seus colegas do exterior. A faixa etária de maior proficiência da região mudou de 18-20 para 21-25 este ano, o que pode indicar uma melhora do ensino superior na região. Por outro lado, o ligeiro declínio na proficiência registrado entre a faixa etária mais jovem é menos promissor.

  • Média

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Europa

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