América Latina

Média no EF EPI: 480 Population: 648.120.957 PIB per capita: $7,000.43

Investimentos trazem resultados

Depois de anos de estagnação, os planos para melhorar a proficiência em inglês estão finalmente ganhando força na América Latina.

Doze dos 19 países latino-americanos incluídos no EF EPI deste ano, apresentaram aumento da proficiência em inglês dos adultos comparados ao ano passado, sendo que quatro deles tiveram uma melhora significativa. Embora a média regional entre a população tenha apresentado uma melhora discreta devido ao declínio do México, a tendência geral é animadora.

Quando os investimentos compensam

Nas últimas duas décadas, os países latino- americanos fizeram enormes progressos para garantir um acesso à educação para todas as crianças. Agora, a atenção mudou para o domínio da língua inglesa. A comunidade empresarial latino-americana está cada vez mais ativa em sua demanda por mais falantes de inglês e, em resposta, a maioria dos países da região implementou reformas educacionais para ensinar o idioma de maneira mais eficiente e abrangente. É muito cedo para julgar essas reformas com base apenas nos níveis de proficiência entre adultos, mas os testes nacionais mostraram resultados promissores entre os estudantes. Modelos de sucesso fornecerão um roteiro para países com programas menos bem-sucedidos na região.

Pelo segundo ano consecutivo, a proficiência em inglês da Costa Rica melhorou. A língua inglesa tem sido um assunto obrigatório há décadas, mas, ao contrário de muitos países da região, a Costa Rica tem investido fortemente na formação e no recrutamento dos professores. Atualmente, o inglês é ministrado em todas as escolas secundárias e em 87% das escolas primárias, e quase todos os professores de inglês têm um diploma de nível superior. Os testes, em 2015, mostraram que os professores de inglês da Costa Rica têm o mais alto nível de domínio da língua da região.

Em 2015, o Uruguai lançou um plano ambicioso para aumentar a proficiência em inglês investindo em tecnologia para permitir o ensino remoto do idioma em escolas sem professores de inglês qualificados no local. Agora todas as escolas públicas urbanas têm aulas de inglês ministradas local ou remotamente, e a oferta de cursos on-line foi expandida para os professores para incentivá-los a adquirir qualificação adicional. Os resultados até agora são positivos, com quase 80% dos alunos no final do ensino primário em um nível A2 ou superior, em comparação com apenas 56% em 2014.

Embora seja um dos países mais pobres da América Latina, a Bolívia reduziu pela metade as taxas de pobreza extrema na última década e melhorou drasticamente o acesso às escolas nas áreas rurais. As taxas de alfabetização aumentaram proporcionalmente e nossos dados mostram que a proficiência em inglês também está em alta.

36° entre 100 países ou regiões Costa Rica

Proficiência: Moderada
Pontuação EF EPI: 530,00

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51° entre 100 países ou regiões Uruguai

Proficiência: Baixa
Pontuação EF EPI: 494,00

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46° entre 100 países ou regiões Bolívia

Proficiência: Moderada
Pontuação EF EPI: 504,00

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Com estabilidade e crescimento

A América Latina é uma região fortemente impactada pela violência, com 42 das 50 cidades mais perigosas do mundo, conforme taxas de homicídio apresentadas. Quinze dessas cidades estão localizadas no México. Neste país as pontuações de proficiência em inglês só têm diminuído desde 2017 e embora não haja um vínculo direto entre esse resultado e os níveis de violência, ambos são indicadores da fragilidade dos serviços do estado.

El Salvador, Nicarágua e Honduras, marcadas por altos níveis de violência, fizeram enormes progressos em termos de segurança e policiamento. As taxas de homicídio em El Salvador caíram pela metade desde 2015 e pela metade em Honduras desde 2011. Estes três países vêm apresentando melhorias significativas em sua proficiência em inglês desde 2017, porém, ainda estão longe de serem países seguros. Reiteramos que não há vínculo entre os níveis de violência e a proficiência em inglês, mas está claro que, quando as pessoas ficam livres para trabalhar e estudar sem medo, a sociedade evolui.

Acesso desigual

Apesar das leis que fazem do inglês uma matéria obrigatória na maioria dos países da América Latina, o acesso às aulas de inglês permanece desigual. Em algumas regiões do México, menos de 10% das escolas oferecem aulas de inglês, apesar da sua obrigação legal de fazê-lo. No Equador, em 2014, esse número foi inferior a 7%. As disparidades no acesso ao ensino do inglês são particularmente críticas entre as áreas rurais e urbanas e entre escolas públicas e privadas. Em alguns países, a demanda pelo inglês no local de trabalho é tão alta e a oferta escolar é tão baixa, que um grande número de profissionais investe em aulas de inglês. Um estudo de 2015, no Brasil, constatou que 87% dos adultos entrevistados pagaram cursos de inglês desde que concluíram sua educação.

Diferença Entre Homens e Mulheres (%)

Diferença Entre Gerações

  • Média

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